Plastic Free Please

Muito se fala sobre o impato negativo do plástico a nivel ambiental e é urgente que o seu consumo seja reduzido.

Existem várias alternativas ao plástico e para vos falar um pouquinho mais acerca esta temática convidei a Alexandra Tavares e a Joana de Carvalho, fundadora e coordenadora da A Life in Plastic, um projeto de consciencialização que tem como principal foco a poluição dos
oceanos provocada pela acumulação de plástico. 

Alexandra Tavares e Joana de Carvalho: A Life in Plastic é um um projeto da recém-criada LEXA Creative Agency. Este projeto desenvolveu uma instalação que dará lugar a uma experiência única. Pretendemos que, através dessa experiência, a pessoa se sinta, literalmente, presa em plástico. Desta forma acreditamos que a mensagem que queremos
passar será, seguramente, melhor assimilada. Damos a conhecer ao público, na primeira pessoa e através de factos, a tragédia que acontece, neste momento, nos nossos oceanos e como issoafeta a vida marinha.

A primeira experiência da LiP teve lugar na 10a edição do Greenfest e este ano vamos estar presentes em variados eventos Nacionais e Internacionais. Esperamos, assim, dar “o salto” para um público maior, o que significa a sensibilização de mais grupos de pessoas.
Adicionalmente, começámos a utilizar as redes sociais para, num primeiro ponto, promover a iniciativa, mas também para conseguir mostrar aos nossos seguidores e ao público em geral que é muito fácil mudar pequenos hábitos que vão ter grande impacto no planeta. Para tal, damos dicas de como o consumo de plástico pode ser reduzido e assim reduzir também a nossa pegada ambiental. Fazemos sugestões que abrange vários aspetos do quotidiano, tais como: a higiene, a alimentação, limpeza, entre outros.

O plástico, quando foi descoberto como material e as suas potencialidades começaram a ser utilizadas no dia-a-dia, teve um papel muito importante e, como não podemos ignorar, revolucionário, no sentido em que mudou a vida e o mundo como o conhecíamos. Este é um material potencialmente leve, resistente e barato, assim se percebe o seu impacto e a razão pela qual é tão atrativo.
Contudo, durante muito tempo, o plástico não foi reciclado, ou pelo menos, devidamente reciclado. Nos dias que correm, maior parte do plástico consumido acaba em aterros, pois a sua reciclagem tem custos significativamente mais elevados do que os custos correspondentes para
a produção de “novo” plástico. Assim, e por ser resistente e não biodegradável, toda a quantidade de plástico criada até ao presente ainda existe algures no planeta. Este fenómeno acontece devido ao facto de que o plástico não se decompõe completamente, apenas se divide em milhares e milhares de pedaços até se tornar invisível a olho nu, denominados micro-
plásticos. Os micro-plásticos são impossíveis de detetar e encontram-se, cada vez mais, presentes na água que bebemos e nos produtos alimentares que consumimos, sem que nos seja possível ter noção do mesmo.
Não podemos deixar de sublinhar o seguinte: esta situação está descontrolada e não pode subsistir. Para ter possibilidade de a reverter, temos de agir prontamente. Neste sentido, é necessário tomar medidas concretas, todos os dias. Quando falamos de medidas, referimo-nos a pequenas alterações que, como mencionado acima, fazem toda a diferença. O nosso principal objetivo é chegar a todo o público, porém, realçamos a importância do papel das crianças, como gerações vindouras para quem se avizinha a herança de um futuro pouco favorável neste âmbito.
Como se sabe, existem várias alternativas ao plástico, são elas: o vidro, a madeira, o aço inoxidável, entre outros. Todos estes materiais são recicláveis e/ou biodegradáveis pelo que, idealmente, devemos preferi-los em detrimento do uso de plástico. Ainda sendo ligeiramente mais caros do que este último, representam uma poupança enorme para a durabilidade no nosso planeta. Tal como todos os maus hábitos, não será algo fácil de mudar, porém, é mais do que possível se todos, sem exceção, dermos alguns passos e fizermos pequenas alterações.

Como por exemplo:

  • 1- Comprar uma boa garrafa de aço inox e deixar de comprar/beber água engarrafada;

  • 2- Reutilizar os sacos de plástico até ao fim de vida e adquirir uns sacos de materiais reciclados, de pano ou um carrinho de compras;

  • 3- Recusar as palhinhas, sempre – as palhinhas são desnecessárias a não ser quando usadas para fins hospitalares;

  • 4- Trocar os velhos, gordurosos recipientes de plástico sem tampa e dar uso aos frascos guardados na despensa para armazenar a comida;

  • 5- Preferir comprar alimentos sem embalagens ou a granel;

  • 6- Preferir produtos de higiene naturais e sem embalagem ou fazê-los;

  • 7- Trocar a escova de dentes por uma de bambu;

  • 8- Preferir produtos com durabilidade e reutilizáveis em detrimento de produtos descartáveis;

  • 9- Arranjar tempo para beber o café no local em vez de levar num copo descartável e, ademais, tempo para preparar o almoço do dia seguinte em vez de comprar algo embalado em plástico para comer;

  • 10- Tão simples como pedir um gelado em cone, em vez do copo e colher;

Os exemplos acima referidos traduzem apenas algumas mudanças que podem ser feitas e que, para além de terem um impacto gigante no meio ambiente, também afetam positivamente a nossa saúde. Em conclusão, esta tem de ser uma mudança inadiável e urgente para todos, daqui decorre a extrema importância da consciencialização para, assim, podermos caminhar para um futuro melhor.

Podem encontrar mais exemplos e informação sobre a Life in Plastic no Facebook https://www.facebook.com/lifeinplastic.pt/ e no Instagram https://www.instagram.com/lifeinplastic.pt/

 

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